Imagem capa - O que eu aprendi com o James - o flanelinha por Erika Pugliese
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O que eu aprendi com o James - o flanelinha

Eu sempre fui uma pessoa difícil e fechada. Talvez por conta do meu signo - leonina da boa -, mas grande parte por conta da minha história de vida. Nunca fui de muita conversa, principalmente com desconhecidos.

Mas uma coisa interessante aconteceu comigo nas últimas semanas. Tenho ido a uma casa de oração chamada Segue a Jesus, um centro kardecista que fica na Zona Norte. Estacionar por lá é impossível, todas as vagas estão sempre tomadas e não tem estacionamento por perto.

Aí, por indicação de uma amiga, fiquei de olho pra ver se encontrava o James, um flanelinha que fica por ali.

Na minha cabeça: "bom... encontro o cara, peço uma vaga, estaciono, entrego o dinheiro e saio." Certo? Erradíssimo. Não com o James.

O moço franzino que encontrei, de olhos claros e pele escura, quis saber meu nome, perguntou como eu estava e disse que poderia contar com ele todas as vezes que fosse ao centro. Isto, na primeira vez que o acessei.

Na segunda vez, eu quis saber mais sobre ele. Ele era contador, mas perdeu o emprego e fica ali cuidando dos carros pra dar uma força em casa. Ele já não era um mero desconhecido.

Na hora de ir embora, o cumprimentei e entreguei os únicos 2 reais que tinha na carteira naquela hora.

O fato dele ser solicito, simpático e se interessar em ao menos saber meu nome, me gerou uma vontade de retribuir sua simpatia.

Isto é intrínseco do ser humano. É um desejo natural de retribuir algo de bom que alguém fez pra você e ponto.

Reciprocidade é a palavra. Dê para o mundo o que vc quer que ele te entregue de volta.

Sorria! Vc está sendo filmado o tempo todo.