Imagem capa - O sufoco de um bebê prematuro por Erika Pugliese
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O sufoco de um bebê prematuro

Conheci a mãe da Sosso, através do meu trabalho. Ela me contratou para fazer a sessão fotográfica de um aninho dela. Bora lá! Adoooro isto tudo. Mas o destino estava me mandando um presente.

Sabe aquelas clientes que viram amigas? Então... eu tenho várias. Mas com a Carol foi tipo passe de mágica. Logo já estava sabendo da história inteira da Sofia (e do anjo Felipe tbm). E da vida dela, e dela da minha. E aí de nós se passarmos uma semana inteira sem ao menos trocarmos umas palavras no whatsapp.

A notícia da gravidez da Sosso veio dois dias antes do casamento da Carol e do Tiago. Era uma gravidez muito desejada, já que a perda do seu primeiro filho, o Felipe, tinha causado um rombo no coração deles que não cicatrizou até hoje. Ela contou no Instagram dela, Sofia e Poesias, um pouco do peso de uma gestação sob o olhar atento de uma doença hard, a trombofilia.
"A gravidez da Sofia não foi leve. Foi dura, muitas vezes foi doida. Foram no total 248 injeções na barriga para que a nossa menina pudesse nascer. Muitos hematomas, muito repouso e muitos remédios.
Mesmo quem acompanhou nossa gravidez que foi extremamente difícil não tem ideia do que foi tudo isso.
Só quem passa por isso sabe o que realmente essa foto significa.
Hoje nossa princesa está aqui esperta e risonha, mas poucos sabem o esforço diário que era feito para que ela chegasse. Tinha dias que só chorávamos porque muitas vezes o medo era maior que a fé. (...)

Como eu sempre digo a Sofia nasceu e eu renasci."

Gente, vcs têm ideia do que é admitir que sua fé falhou? A dor é tão insuportável que vc se sente abandonado pelo seu Deus. Deve ser surreal mesmo. 

Eu não consigo sequer me colocar um tantinho no lugar dela. Não faço ideia do que é a dor de uma mãe que tem seu filho na UTI por longos e intermináveis dias. Enquanto eu escrevo meu coração aperta pq recentemente minha afilhada, que tbm nasceu prematura, ficou na UTI. Ela estava em observação por causa do pulmão, mas estávamos apreensivos e doía pacas. Ela não nasceu de mim, mas foi muito duro ver minha irmã sem seu bebezinnho que acabara de nascer. Tínhamos fé. Sabíamos que ficaria tudo bem, apesar de tudo. E durante todo o processo, a Carol esteve do meu lado com suas palavras de apoio e amizade. Muita nobreza da parte dela, cutucar uma história que não está tão no passado e não está superada em prol de ajudar outras pessoas que passam pela mesma coisa.

Vale a pena acompanhar as sapequices da Sofia que, graças a Deus está bem e correndo pela casa todos os dias, comendo pomada e caindo por aí.